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Mostrando postagens de maio, 2016

Ausência dos fatos.

Sinto falta dos olhares que um dia trocamos naquela mesinha de bar. Olhares acompanhados de um bom vinho e de uma boa música de fundo. E sinto falta das risadas e do modo como ficava sem graça, quando você dizia que todas as músicas estavam sendo tocadas especialmente para nós. Sinto falta da delicadeza que suas mãos tinham ao tocar meu rosto. Do modo como seus olhos diziam o que você estava sentindo por mim. Sinto falta de ficar em silêncio com você e mesmo assim, trocar declarações e juras de amor. Faz falta as noites de verão. Faz falta o vinho do amor. Faz falta o barzinho com música de fundo. Os beijos selando o amor, faz falta. As conversas sobre o futuro, fazem falta. O seu toque leve em minhas mãos, faz falta. O seu sorriso faz falta.  A verdade é que tudo o que um dia nós fomos, está fazendo falta. E me preocupa não viver mais esse amor. 
Nesta noite, amor Me lembro de todos os versos  Que lhe fiz Nesta noite, Guardo os beijos que não te dei Guardo os abraços. Nesta noite, amor Meu corpo sente tua falta E fecho os olhos, para lembrar do seu cheiro Nesta noite, amor Lhe escrevo mais um verso Enquanto sinto tua falta Enquanto minha alma  Grita, querendo encontrar-te.

Disse-me: Vai!

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Quase como um sopro, me disse: -Vai, segue teus sonhos!! Me fiz silêncio. Arrumei a mala, dentro coloquei algumas flores. Com uns trocados comprei a passagem. Fui. Entrei no ônibus, vazio e velho. Não sabia para onde iria. Não sabia aonde estavam os meus sonhos Não sabia aonde os encontraria. Prometi que voltaria com pelo menos um deles realizado.

A falta que faz.

Faltou beijo. Faltou abraço apertado. Rosto colado. Gosto de vinho. Perfume de amor. Falta nós dois. Na noite que costumava ser nossa. Onde costumávamos ser . Nós. Dois. Falta amor á dois.

Solidão.

Na tarde, sozinha Tentamos se esconder de nós mesmos O mundo fica estranho  E barulhento As pessoas querem e precisam Mostra-se. Na tarde do silêncio Só quem fala é a mente Que tenta inutilmente se silenciar. 

....

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E a vida ainda continua sorrindo para mim. Ainda insiste em me dizer que tudo, absolutamente tudo ficará bem. A vida ainda me olha de canto, e diz que gosta de mim E que é admiradora da minha coragem. Olhou-me nos olhos, e me disse que enviaria um presente Esperei....espero...esperarei... Pois ela ainda sorri para mim E assiste comigo o pôr do sol.

Amargo.

No fundo, bem lá no fundo O que a gente quer mesmo  É botar um belo sorriso E dizer que está feliz O que a gente quer é fazer Com que todos acreditem que tudo vai bem E piscamos o olho direito, dizendo: ''Vai tudo bem, meu bem.'' No fundo, bem lá no fundo Quando deitamos na cama E nos silenciamos  Choramos a angústia  Do amor amor não correspondido E da farsa que nós somos. No fundo, bem lá no fundo Criamos um mundo que nos convém Onde tudo é azul-bebê E onde somos vistos  Plantando belos girassóis Mas bem lá no fundo Somos sós Sozinhos E fingimos Fingimos tão bem Que ás vezes acreditamos  Que tudo realmente está indo bem.

Reticências.

''Nada mudará.'' Repetia todas as noites antes de pegar no profundo sono. Acordava e sentia-se completamente diferente de quando fora dormir na noite anterior. Passou a acreditar que algum fenômeno acontecia durante a longa noite em que adormecera. Não gostava da ideia de acordar sendo um outro alguém, tendo sentimentos do qual desconhecia. Não gostava da mudança, pois não se adaptava á ela. Pois sabia que toda mudança trazia uma dor do desconhecido com ela.  Ia dormir não desejando mudar. E repetia sempre ''Nada mudará.'' E acordava sentindo-se outra pessoa no seu próprio corpo. 

Novos dias, meus caros!

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Algo novo está nascendo. Em meio aos dias tristes e turbulentos de crise moral Algo novo está nascendo Talvez seja minha louca fé na vida Algo novo está nascendo E em meio aos desastres do cotidiano Virá dias de pura luz Virá dias de paz E não importa o que já deu errado O que de novo virá Vai fazer tudo brilhar Não importa mais a dor Algo novo está nascendo E se preparem para as boas vindas Preparem os sorrisos Pois o novo virá.

A sensibilidade que existe...

Hoje a poesia olhou nos meus olhos e me fez respirar fundo para não chorar. Li Neruda e em cada verso ficava mais  emocionada. A sua poesia olhava para mim e dizia: - Mulher, tu és. Hoje a poesia me sensibilizou. Quis entrar dentro do papel e morar em cada palavra, assim estaria longe da dura realidade que me cerca.  Hoje eu queria ser apenas poeta !

S I L Ê N C I O

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Há um rio onde meus pensamentos flutuam Rio este que me jogo na tentativa De me esquecer Não falar mais o que finjo que sei Pois não sei Não sou Me basto no silêncio.

Meu gigante Drummond, muito obrigada!

"Penetra surdamente no reino das palavras. Lá estão os poemas que esperam ser escritos. Estão paralisados, mas não há desespero, há calma e frescura na superfí­cie intata. Ei-los sós e mudos, em estado de dicionário. Convive com teus poemas, antes de escrevê-los. Tem paciência se obscuros. Calma, se te provocam. Espera que cada um se realize e consume com seu poder de palavra e seu poder de silêncio." Carlos Drummond de Andrade