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Mostrando postagens de setembro, 2016
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O ipê amarelo, na noite estranha de primavera, sussurrava para o vento: -I feel so good today! Cantava um blues, enquanto o vento a tirava para dançar. Suas flores caiam no chão e o ipê, alegre ria. Ele ria do seu desbotar-se.  ''A vida irá se encarregar de trazê-las de volta.''
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Sinal vermelho. The Smiths tocando. O vidro do carro abaixado. O mendigo pede um cigarro. Sinal verde, á vante. Mais uma noite inacabada, rumo ao nada.
Dia sem cor Sem data Sem palavras Sem crença. Dia de nada De ninguém. Dia que se soltou, E agora está em queda livre. Dia, que de tanto não ter cor. Queria ao menos ser cinza. Dia sem temperatura, Sem razão, Dia de nada. Dia sem espera, Dia vazio, Que de tanto ser cheio, transbordou E acabou. Acabou em nada, Que se vê esperançoso De ser tudo. Mas hoje não é nada. Não vale nada.
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No meu desespero eu sou feliz, E no amor desse homem eu me encontro!
Hoje quem fala não sou eu e sim o grande poeta Mario Quintana. Deixo aqui o seu poema ''Seiscentos e Sessenta e Seis. A vida é uns deveres que nós trouxemos para fazer em casa. Quando se vê, já são 6 horas: há tempo… Quando se vê, já é 6ª-feira… Quando se vê, passaram 60 anos… Agora, é tarde demais para ser reprovado… E se me dessem – um dia – uma outra oportunidade, eu nem olhava o relógio seguia sempre, sempre em frente… E iria jogando pelo caminho a casca dourada e inútil das horas.