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Mostrando postagens de julho, 2016
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O velho sábio me dizia: ''Cuida da tua mente, ela é amiga e inimiga.'' E lá ia, seguindo seu caminho pela sabedoria.  E voltava para me guiar no descobrimento do meu .
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O concelho que eu dou a mim hoje é: PIRA!
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Tudo é um sopro. Tudo é leve. A gente é que se encarrega de medir a intensidade do mundo.
A crise. Não sabia mais como lidar com todas as suas inquietudes interiores. Em vão, tentou engolir todas elas resultando num incômodo maior ainda. Sofreu noites e noites em silêncio, para que ninguém a ouvisse e a chamassem de louca. ''Não passa de uma vadia louca.'' Se trancava não querendo ser notada, e não era.  Não se reconhecia mais como uma pessoa, pois se via cinza.  ''É louca.'' Ninguém queria fazer nada e nem podiam. Era a crise mais longa que passara desde os 20. Perpetuou até os 30.  Chegando dolorosamente aos 40. O monstro tomou posse. Já sozinha, ao auge dos 50 escreveu dezenas de livros que sabia que jamais seriam publicados. A última vez que se olhou no espelho, notou um riso involuntário. Algo estava para mudar... Parecia que finalmente o fim chegara. A crise acabou, levando toda a sua alma.  
Sozinho. Só. Sozinho na eterna busca de compreensão do ''ser''. Que de tanto buscar, descobre-se que não é. Nunca foi. Nunca será. E continua só. Sozinho. Na imensidão do nada. Do ser. e  Do nada.
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E terá "nós" aonde quer que você for. Terá "nós" aonde quer que eu esteja. Terá "nós" na minha e na tua solidão, enquanto cada um se tranca no seu mundo. Terá "nós" quando eu me for. Terá "nós" quando você decidir ir embora. "Nós", meu bem, permaneceremos até quando acharamos que já não somos. Sim, sempre existiremos. Seremos. Somos infinitos e é inútil tentar negar essa certeza tão plena que criamos. Nós, nos eternizamos no outro. 
Fechei-me e tranquei-me numa caixa pequena. Ninguém consegue me ver, ninguém imagina aonde estou. Posso ouvir as pessoas chamando-me pelo nome, ás vezes gritam ''Cadê você, menina?'', mas permaneço em silêncio, dentro da minha pequena caixa onde tudo acontece. Onde me vejo desprendida de todas as amarras que um dia eu criei no mundo lá fora. Me vejo vivendo uma certa liberdade de ser eu mesma e saboreio a plenitude de estar só, vivendo a minha vida da maneira como eu acredito ser a melhor.  Dia desses, quando eu sair do meu mundo e colocar os pés no chão, ninguém vai me reconhecer e vão continuar gritando: ''Cadê você, menina?''. As pessoas são engraçadas, elas dizem conhecer a si mesmas e portanto sabem tudo do outro, mas na realidade só sabem ser atendidas pelo próprio nome. E nada mais. 
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Disse-me: - E esse mundo é tão imenso Maria. É injusto você escolher ficar parada no mesmo lugar.